DEPUTADOS x professores: já para o tronco!


DEPUTADOS FEDERAIS tem salário de quase R$ 26.723, apartamento funcional gratuito em Brasília ou Auxílio-moradia de até R$3.800 por mês. Ainda recebem verba de aproximadamente R$ 29 mil mensais para pagar alimentação, pesquisas, aluguéis, combustível, consultoria, verba de gabinete de R$ 78.000 para pagar até 25 funcionários e um gabinete com telefone liberado.

Diferente dos mortais, NÓS, eles possuem um Plano de saúde ilimitado para toda família que inclui assistência médico-hospitalar, odontológica, fisioterápica, fonoaudiológica, pisicossocial, médica domiciliar (home care), e psiquiátrica. Sem o custo da mensalidade. Quanto sairia isso via unimed ou bradesco saúde ou outro plano de saúde qualquer?

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Isso (e tem mais!) é quanto cada um dos 513 deputados federais brasileiros recebem para “desempenha

r suas atividades”: lobbies, negociatas, maracutaias, trocando favores… E ainda possuem fórum privilegiado.

E vai piorar! O salário deve subir para R$ 28 mil por mês, o “cotão”, a verba multiuso que paga da refeição à passagem de avião, também vai passar de R$ 29 mil por mês em média, para R$ 33 mil.

Com os aumentos em curso, a conta final para o contribuinte será de quase R$ 1 bilhão por ano, sendo que cada “excelência”, deverá custar R$ 142.000,00 por mês.

Pessoal, nem falamos dos Senadores…

Enquanto isso, um professor da educação básica tem salário de R$ 2.500,00, paga previdência, plano de saúde, IRPF… Começo a pensar que os professores recebem até demais! Deveriam ficar a pão e água, ir para o tronco por terem formado tantos picaretas!

Todo racista é um grande mal caráter


Sim, todo racista é um grande mal caráter. Ao julgar os outros pela cor da pele, ao ameaçar as pessoas pela diferença étnica, ele se considera superior. Mas isso, ele faz entre seus iguais e, em público, ele nega o que fala, esconde o que sente, sorri alegremente aos que despreza, contradiz seus sentimentos de superioridade. Quando recebe o troco, se diz agredido, violentado, ofendido.

PERDER DINHEIRO

Homens comuns, mas homens de coragem


O título é meu, mas imagem e texto são de Álvaro Guimarães, jornalista, rio-grandino, residente em Pelotas, meu ex-vizinho e amigo. A emoção de suas palavras me fez pensar no sentido de pátria de outrora… Não conheci os protagonistas, mas como lembrar de meus avôs… 
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No momento em que me sento para escrever esse post o relógio marca exatamente 23h, ou seja, ainda estamos no dia 7/05/2013. Um dia difícil. Um dia sofrido, no qual vi lágrimas brotarem – com razão – em rostos que me acostumei a ver sorrindo. 

Ao chegar em casa uma das primeiras coisas que percebi foi a placa de metal pendurada na parede da sala na qual o nome de meu avô, Álvaro Cavalcanti Guimarães está grafado em letras góticas sob o título “Associação dos Ex-Combatentes do Brasil – Secção Rio Grande – RS – Diploma de Sócio Fundador”. Ao lado dos brasões do Exército Brasileiro, Força Aérea Brasileira, Marinha do Brasil e Força Expedicionária Brasileira seguem as assinaturas daqueles que reconheceram meu avô como um dos fundadores dessa associação mais do que legítima e entre elas uma se destaca, a de Dramaturgo Pedro Bozzetti (presidente). 

Ao longo de todo o dia, olhando as fotos colocadas a beira do caixão, ouvindo as histórias, vendo os rostos familiares que desfilaram pela capela, foi impossível não lembrar de meu avô. Um sujeito de olhos grandes escondidos por trás dos óculos de lentes grossas, que o possibilitavam devorar um livro atrás do outro e ainda estudar as jogadas dos grandes campeões de xadrez publicadas diariamente no Correio do Povo, sem perder o foco da realidade contemporânea que o cercava. 

Ver as mãos de seu amigo fiel, Dramaturgo Pedro Bozzetti, cruzadas sobre o peito adornadas por uma condecoração, me fizeram lembrar das mãos que me conduziam seguro pelas ruas de Rio Grande nos anos 70, desde a Doutor Nascimento até a banca de jornal da praça Tamandaré e depois até o café do Mercado Central para ali me alcançar um pastel de carne recém frito e dali voltar para a casa de corredor comprido, na qual cada corrida F-1 se transformava em um jogo infantil, com direito a carrinhos desenhados e pintados a mão. 

As mesmas mãos me deram segurança na hora de “enfrentar” o desafio de seguir em linha reta na Monark 10 azul que não servia mais ao primo Aury Júnior e, foram elas, que me ampararam quando o primeiro dente caiu na calçada e aprendi que: frear com o freio da frente poderia ser uma péssima ideia quando mal se sabe conduzir uma bicicleta. 

Um dia, meu avô – tal qual fez seu Dramaturgo Pedro Bozzetti – colocou sua vida à disposição da Pátria. Esteve por quatro anos em prontidão, pronto para embarcar para a Europa e determinado a morrer por seu país e um ideal: o da liberdade. O destino quis que não fosse preciso e eu agradeço por isso, pois assim tive a oportunidade de conhecê-lo, de sentir sua mão segura e firme, de abraçá-lo, de amá-lo. 

No final da tarde de hoje, ao ouvir o toque de silêncio entoado pelo corneteiro do 6º Grupamento de Artilharia de Campanha (GAC) senti o coração bater mais forte. Enquanto a família Bozzetti chorava sua dolorosa despedida, senti a perda pela segunda vez. 

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Com “seu” Dramaturgo Pedro Bozzetti senti partir o pouco que restava de uma geração que em momento algum hesitou em oferecer a própria vida pela liberdade de muitos. Há muito parecemos esquecer o valor que isso tem. Hoje poucos seriam capazes de tal ato. Tenho orgulho, muito orgulho de carregar o sangue e a história de um homem que aos vinte e poucos anos estava pronto para morrer por seu país, por seus irmãos contanto que isso garantisse a continuidade da liberdade. 

Meu avô não morreu na guerra, pelo contrário, viveu até os anos 90 quando foi dizimado por AVC’s e doenças cardíacas. Mas sua coragem nos anos 40, é o que tenho de mais caro em minha história e alma. É a principal história que faço questão de passar a minha filha, que hoje tem apenas 8 anos e pouco, ou nada, sabe daqueles tempos. 

Assistir a despedida de Dramaturgo Pedro Bozzetti neste 7/05/13 trouxe isso à tona e me fez chorar ao telefone e diante do quadro pendurado na parede da sala. Tenho certeza de que esta será uma longa madrugada, tão longa quanto o tempo em que pude ouvir, sentir e aproveitar a existência destes dois homens. Homens comuns, mas que em seu tempo tiveram a coragem que poucos teriam hoje. 

Fica a saudade e o ensinamento: “Somos o que somos, graças ao que nossos velhos nos ensinaram”.

A marca do professor de educação física


Leio a Zero Hora todos os domingos. Sempre tem algo útil, que me agrada. Leio o caderno Donna por vários motivos – desde os sérios até os engraçados. No meio disso tudo, hoje encontrei a crônica de Cláudia Tajes (Pra não reclamar da vida) em que ela fala de professores, filmes sobre educação e da experiência dela com a educação física (reproduzo abaixo esse trecho).

Eu sempre digo que a educação física tem que ser significativa na vida dos alunos, de todos os alunos. Conduzo minhas aulas práticas de maneira que não aja privilégio para os guris sobre as gurias e para quem é mais habilidoso com determinado jogo, permitindo a exclusão ou a auto-exclusão de qualquer aluna/aluno. Não adianta eu privilegiar os habilidosos tecnicamente, que possuem desenvolvimento motor acima da média, pois isso irá frustrar centenas de alunos que passarão por minhas aulas no decorrer de minha vida profissional. Eu quero deixar a boa lembrança que tenho de meu primeiro professor de educação física, dos professores que nos levavam para a sala de ginástica (8ª série e 3º ano do médio) e do professor que me convenceu que correr era importante (um importante amigo em minha adolescência).

Como educador, eu quero deixar uma marca invisível em meus alunos, de maneira que eles nem percebam a origem dessa marca. O que quero deixar é o gosto pelo esporte e pela atividade física.

A professora que supervalorizou o sucesso e descartou a aluna pelo fracasso, criou essa sensação de frustração na colunista, essa ojeriza pelo esporte e pela atividade física. E a guria ainda enfrentou mais 7 anos de frustração em idade escolar, ou seja, ela deve ter cometido os erros citados na crônica aos 10/11 anos e nunca mais conseguiu superar. Por quê? Porque o processo era conduzido para os hábeis e não para todos os alunos. É o mesmo motivo que alguns pais dizem que a educação física não reprova, que não tem importância.

Hoje é um dia especial em minha vida. Espero que nos próximos dois anos as boas práticas fortaleçam-se e novos paradigmas sejam incorporados, sempre em prol da construção de um repertório profissional que favoreça o desenvolvimento da qualidade de vida, proporcione o prazer, a apropriação do conhecimento e o desejo de praticar esportes e atividades físicas em meus alunos. Espero ser capaz de ser crítico com o processo, mas dócil e compreensivo de maneira que eu possa refletir, propiciar a reflexão e conduzir o processo de ensino-aprendizagem de forma reveladora, amorosa e pedagogicamente responsável.

Quero, sobretudo, nunca deixar uma marca tão negativa na memória e nas emoções de qualquer aluno quanto a que fez a colunista querer distância da educação física. São essas histórias que nos permitem debater, refletir e mudar ou aperfeiçoar os paradigmas que orientam nossas práticas.

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Pra não reclamar da vida*

“Sempre me dei bem com os meus professores, a exceção dos de educação física. A culpa não era deles, mas da minha falta de pendor esportivo. Eu era uma nulidade completa no vôlei, no handebol, no basquete e até no caçador. Um total fracasso no atletismo. Não havia mesmo como conquistar a atenção eo respeito dos professores. Os dois períodos semanais de educação física me atormentavam desde a hora da matrícula. Mil vezes uma prova de matemática, ou mesmo de geografia, com todas aquelas páginas a decorar sobre a vegetação, o clima e a a economia de Sergipe, do que nove voltas correndo em torno do campinho. Eu era sempre a última a ser escolhida para o time, qualquer time. Os professores de educação física o efeito que isso causa. É como deixar cair um haltere de uma tonelada na autoestima do aluno. Teve um dia apenas, em toda a minha vida escolar, em que joguei bem. Fui a última a ser escolhida no vôlei, como sempre (até uma menininha de óculos chamada Juiara era escolhida antes de mim). Mas naquela manhã, por um milagre, acertei todos os saques, que habitualmente batiam na rede. Fiz passe, manchete, levantamento, tudo certinho. A professora chegou a me beijar na saída da quadra. Lembro isso como um dos meus momentos mais felizes de criança. Na aula seguinte, apesar de escolhida por último, pisei na quadra confiante de uma boa atuação. Não acertei um saque, uma manchete, um passe, um levantamento. Na saída a professora nem me olhou. E ainda faltavam sete longos anos para terminar o colégio.”

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* Cláudia Tajes, Zero Hora, Donna, 05/05/2013, p. 8.

Piso Salarial: mais uma vitória


Inaceitável a postura do Governador do RS, senhor Tarso Genro. Inaceitável por que foi um dos motes de sua campanha: respeitar o piso salarial dos professores.

Lamentável a posição de meus colegas na assembleia do magistério na última sexta-feira, 02/03/2012. Lamentável no que se refere a aceitar a proposta do CPERS que é aquém do que determina a legislação vigente e a decisão judicial da 2ª Vara da Fazenda Pública do Foro de Porto Alegre, publicada no mesmo dia 02/03/2012. Sim, a justiça manda pagar e o NOSSO Sindicato Continuar lendo

XVII CONBRACE – Porto Alegre, 11 a 18/9


O XVII Congresso Brasileiro de Ciências do Esporte ocorrerá a partir deste domingo – na EsEF-UFRGS, em Porto Alegre – e estender-se-á até 18/9. A programação completa você pode ver no site do evento (repetindo, http://www.conbrace.org.br/capa/). E a programação abaixo poderá-ser visualizada aqui, através de transmissão online do CBCE. Parabéns a entidade por dar acesso aos debates aqueles que, por diversos motivos, não poderão estar presente.

CLICA NESSE LINK PARA ASSISTIR ON LINE O XVII CONBRACE.

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Amanda Gurgel recusa prêmio


Foi publicado na comunidade CBCE-CE do Centro Esportivo Virtual a posição da professorea Amanda Gurgel em relação ao PNBE – Pensamento Nacional das Bases Empresariais – fez hoje à noite a entrega do 19º Prêmio Brasileiros de Valor 2011 – Por um Brasil Ético e Eficiente. Eleita como “Educadora de Valor”, pela “manifestação contra a incúria do governo em relação à educação e aos maus tratos aos seus protagonistas, demonstrando corajosamente toda a sua indignação aos governantes”, a professora Amanda Gurgel recusou a distinção.

Em carta, Amanda Gurgel explica seus motivos. Confira: Continuar lendo