Dubito, ergo cogito, ergo sum

Entradas etiquetadas como ‘educação física escolar’

Pais na escola, currículo, terceirão…

Outubro 18, 2009 · Deixe um comentário

3. Trazer os pais para o processo educacional da escola – não é justo só chamá-los para reclamar do comportamento dos seus filhos e para a entrega dos boletins;
4. Reestruturação da Matriz Curricular do Ensino Médio;
5. Implantação do terceirão em 2012;
6. Horário fixo, de fevereiro a dezembro;
7
.
No máximo duas aulas da mesma disciplina por dia – adaptações somente em caso de licenças autorizadas;
8.
Fim das aulas “dobradinhas” – um professor por turma;

Os pais precisam estar conscientes de como seus filhos aprendem e onde eles aprendem – não é só conhecer o prédio, mas funcionários, professores, administração, método de ensino e avaliação de cada professor, especialmente no primeiro ciclo do ensino fundamental. Assim poderão orientar melhor o estudo em casa e terão subsídios para acompanhar o progresso dos seus filhos. Como fazer isso? Participando constantemente da vida da escola, sendo orientados por direção, coordenação e orientação pedagógica e integrando-se a Associação de Pais e Mestres da escola.

Somente reestruturando a matriz curricular do ensino médio poderemos chegar ao terceirão – palavra lançada em Pelotas pela Escola Mário Quintana. Nada mais é do que ter mais aulas, algumas no turno inverso. É preciso aumentar o número de aulas semanais de quase a totalidade das disciplinas – especialmente física, química, biologia, português e matemática -  e qualificar o espaço para as aulas de algumas, como a educação física – não podemos ficar a mercê da chuva, do frio, do caos gerado pela ausência de professores e por duas ou três turmas extras no pátio.

Claro, não será aumentando o número de aulas que vamos melhorar nos índices educacionais e nossos alunos obterão êxito em processos seletivos. Esse acréscimo é para que todo o conteúdo seja oferecido e o aluno tenha tempo para questionar e aprender.

Agora, me digam se já conhecem essa situação. Tu tens aula de física no terceiro e no quarto períodos e precisas entregar um trabalho. Tudo pronto, mas na hora da aula ficas sabendo que o professor não compareceu a escola e o terceiro período daquela manhã será de história, que seria no quinto período, sendo que no quarto e quinto poderás ir embora. No dia seguinte não há física no horário, mas de repente o professor entra na sala e, além de informar que ministrará aula nos próximos dois períodos, quer que tu entregues aquele trabalho que nem levastes, pois não teria aula de física. O que aconteceu? O horário foi mudado e não fostes avisado.

Por isso e pelas mudanças de professores e  ajustes permanentes que a grade no horário de muitos de teus colegas é preenchida a lápis ou toda rasurada. Pode isso? Vocês, os jovens, os seres humanos em formação, saem de casa sem ter certeza que terão as aulas que estão no horário, mas já com a certeza de que nào terão os cinco período pré-estabelecidos. Isso é uma questão administrativa que pretendo resolver na apresentação de professores, antes de recepcioná-los como Diretor no primeiro dia de aula de 2010. Lá os horários já estarão estabelecidos, pois os professores farão as opções de dias em janeiro e receberão os horários – prontos e fixos – antes de iniciar as aulas. Assim, quem faltar terá de recuperar a aula não ministrada, pois a lei protege o funcionário/professor de perseguições, prejuízos financeiros, autoritarismo, mas não o desobriga a trabalhar. Há direitos, mas certamente há deveres que deverão ser cumpridos.

Para que essa proposta seja implantada, a valorização do professor é fundamental, assim como condições adequadas para trabalhar. Isso reduzirá as faltas, melhorará a convivência na escola e a qualidade das aulas – não tenho o poder de melhorar os salários, que seria justo e necessário, mas terei o apoio da comunidade para que o trabalho de meus colegas, professores do Félix da Cunha, possa ser desenvolvido com a qualidade que este projeto almeja, com o material didático que qualifique as aulas e no padrão que eleverá auto-estima, conhecimento e dedicação ao estudo de nossos alunos.

Uma melhoria simples passa pela melhora na iluminação das salas, pelo quadro negro (será branco e bem fixado na parede), limpeza e pintura das salas, progressiva implantação de televisão e dvd’s em salas de aula, aquisição de material pedagógico, entre tantas ações que serão implantadas visando o melhor para que o professor desenvolva seu trabalho em uma era de tecnologia abundante.

Finalmente, para encerrar esses 6 ítens explicados, quero falar das duas aulas diárias de cada disciplina. Não dá, em hipótese alguma, para ter três períodos da mesma disciplina. Assim como não é viável, pedagógico, educacional termos um professor em duas salas ao mesmo tempo – impossível atender bem 35 alunos, quiçá, 70 e separados por escadas, paredes e portas. Foi isso que escrevi em relação a aulas dobradinhas, mas estava me referindo ao fato, corriqueiro na atualidade, do professor atender duas turmas paralelamente. Isso nào irá ocorrer a partir de março de 2010. Cada um no seu quadrado!

Uma perguntinha: podemos esquecer do laboratório de informática quando falamos das novas tecnologias utilizadas em prol da educação? Não, não podemos. Vou falar dele mais adiante. Não se preocupem, ele será usado antes que troquemos a placa de Laboratório de Informática para Museu.

Na próxima postagem o tema será educação física escolar. Esse é meu chão… Bom início de semana.

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Professor de educação física

Junho 3, 2009 · 1 Comentário

O relato abaixo copiei do blog do João Batista Freire que o usou para falar da presença do professor na escola. Eu, como crítico de todas as condições ofertadas aos cidadãos para a prática da educação física e para o professor para desenvolvê-la com a devida qualidade, me utilizo do relato para iniciar este blog questionando: somos nós, professores de educação física, deuses? Somos nós os algozes da prática gimno-esportiva na escola? Somos nós o reflexo direto da política educacional dos municípios, do estado e da união? E na escola particular, somos reflexo do quê? De nossa própria má vontade ou do poder econômico dos pais dos nossos alunos? O que fazemos na escola? O que deveríamos estar fazendo na escola? Isso que o relato a seguir contempla com propriedade? Ou deveríamos agir de maneira diferente disso? Leiam, reflitam… e sejam bem-vindos ao cogito, ergo sum.

“Um conhecido meu era daqueles professores que, durante a aula de Educação Física, jogavam uma bola para os alunos e os deixavam fazer o que quizessem. Certa ocasião, o professor teve que viajar e esqueceu de avisar os alunos e funcionários. Ao voltar, procurou a servente da escola e se desculpou por não ter avisado; certamente os alunos foram até a escola e tiveram que voltar sem aula. Foi quando a servente disse que não, que, de fato os alunos foram à escola e ela, servente, deu aula de Educação Física para eles. Como assim? ele perguntou, e ela disse, Foi fácil, os alunos chegaram, fui ao almoxarifado, peguei uma bola e dei para eles e eles tiveram aula normalmente” (Blog do João Freire em 19/05/2009).

No próximo post a apresentação desse blog. Aguardo teus comentários.

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Iniciando…

Maio 24, 2009 · Deixe um comentário

Por que um novo blog? Para separar as questões do basquete que escrevo no Mais Basquete do processo pedagógico no âmbito escolar, propondo um debate em prol da educação física escolar e da prática da atividade física como qualidade de vida.

As coisas da educação física escolar e do esporte escolar estarão presentes aqui, a partir do meu olhar e do diálogo que surgir com os leitores e com outros blogueiros – não pretendo ser o único, mas apenas mais um usuário da blogosfera em busca da redução das distâncias e da produção do debate.

Em resumo é isso: quero escrever como vejo a educação física escolar, o esporte na escola, a importância da disciplina no ambiente escolar, as políticas educacionais de forma geral e de que forma essas políticas incluem a educação física e o esporte como conteúdo do ensino fundamental e médio.

Com certeza buscarei uma interlocução com as comunidades do Centro Esportivo Virtual. Tu também podes participar. Visita o CEV e te insere nos diversos debates ligados a várias áreas da educação física que propomos por lá. Também visite periodicamente este blog e contribua com o debate.

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