Dubito, ergo cogito, ergo sum

Dezembro 3, 2009 · Deixe um comentário

Parte do meu pensamento sobre educação que expus nos últimos meses pode ser encontrado nessa matéria que copiei de Zero Hora, mas não sei a data. Leiam o que Nova York fez para melhorar a qualidade da educação e vejam como estamos – sempre – mil passos atrás.

PAra mudar a educação, precisamos mudar nossas atitudes...

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Cuidado com o novo

Novembro 5, 2009 · 1 Comentário

Tenho ouvido com frequência a frase “cuidado com o novo”. Ela tem sido repetida como um mantra, com o claro intuito de assustar os alunos e os pais e de desqualificar os que pensam de forma diferente na comunidade do Colégio Estadual Félix da Cunha. É puro proselitismo eleitoral, mas acima disso é assustador ver educadores usarem desse subterfúgio para manterem-se no poder e continuarem fazendo o mínimo.

Do meu ponto de vista ter cuidado com o novo me remete a outras questões que envolvem a minha escola. Vejamos:

  • um laboratório de informática com dez computadores e que é mantido fechado. Qual objetivo? Deixá-los ali para serem doados como peças de um museu ou abrir um museu ali mesmo? Quando os alunos terão acesso irrestrito ao laboratório?;
  • quando o referido laboratório foi montado a atual direção da escola deixou outros dez (sim, DEZ) computadores para trás por não conseguir preparar um sala adequada para abrigar 20 computadores. No preço mais baixo foram R$ 14.000,00 (CATORZE MIL REAIS) em equipamentos para os alunos que foram ignorados por inadequada gestão administrativa da direção;
  • o projeto de basquete foi desenvolvido, por dois anos, com bolas do professor e 1 (UMA) da escola. Nos três anos de jogos, disputa e bons resultados o uniforme utilizado é de propriedade do professor e até o local de treinamento já foi subsidiado pela equipe de basquete que sou técnico. Isso é apoio a prática esportiva como apêndice do processo de ensino-aprendizagem da escola?
  • E os livros didáticos, insuficientes para atingir todos os alunos, sendo que alguns precisam ficar na escola para serem usados por outras turmas. COmo estudar em casa?

Portanto, o novo, nesse caso, é o velho processo elitista de educação, representado pela total omissão e a irresponsabilidade com a formação de nossos jovens, pois como podemos dizer que há interesse em oferecer uma novo_ssonhos_infantileducação de qualidade se não há recuperação das aulas não ministradas por falta dos professores? Se equipamentos são perdidos por má gestão? Se o esporte como educação depende apenas do interesse dos professores e não existe política educacional-esportiva no Colégio?

Indicar que pais e professores precisam ter cuidado com o novo significa medo de crescer, de dar um novo passo, de aprender, de atualizar o conhecimento e de ter o poder de transformar o futuro com as próprias mãos. Educadores não podem ter medo do novo. Dizer isso aos alunos representa abuso do poder e da autoridade de educador e fortalecimento da dependência do aluno. É isso que queremos para nossos filhos e alunos, que se esocndam e se sintam limitados? É necessário ter medo, manter o mínimo em termos de educação e temer por mudanças que serão positivas para nossos filhos? E é exatamente ao contrário: o novo que assusta os conservadores são as mudanças que serão significativas para o futuro de nossos filhos.

Acredito incondicionlmente em minhas propostas – e somos mais de 18% dos membros da comunidade do C. E. Félix da Cunha que querem transformar uma escola pública, elevando o nível do ensino ofertado. Felizmente sou resiliente e vou lutar para melhorar a qualidade do ensino ministrado em nossa escola, pelo bem de meus alunos, mas acima de tudo, pelo futuro dos meus filhos, que também são alunos da escola. Por pensar assim e por acreditar que dois de meus filhos foram contemplados com essa qualidade na terceira série – quando foram alunos da  profª.  Maria Ângela – votarei na Chapa 2 no segundo turno e peço o apoio desse grupo de 166 pessoas para elegermos a Chapa 2 e caminharmos em direção a escola que queremos e que inícia com aulas sendo ministradas e recuperadas quando necessárias, atividades extra-classe e o principal: qualidade na formação de nossos alunos e filhos.

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166 vezes muito obrigado

Novembro 4, 2009 · Deixe um comentário

Aprendi, na última semana, que um processo eleitoral é sempre cheio de intrigas, trapaças e ofensas. Mesmo na escola, quando deveríamos ensinar aos alunos e praticar a democracia, vemos situações constragedoras, intimidações, campanha dos professores em sala de aula quando a comissão eleitoral da escola proibiu a mesma, desqualificação dos professores, enfim, “vale qualquer coisa para não soltar o osso”, como me disse um pai. Lastimável.

De minha parte, sinto muito tê-los expostos a tal situação, pois sei a pressão que alunas e alunos sofreram por porem o adesivo e me apoiarem. Os fortes continuaram até o fim e os que temeram as estratégias usadas e ameaças, as vezes direta como fez uma professora no 1°C no dia da eleição, acabam optando pela autoproteção. Não os culpo, pois são jovens. Quanto a ameaça realizada o fato foi registrado em ata pela comissão eleitoral.

Mas eu preciso destacar o que é necessário: as idéias e mudanças que defendi continuarão vivas, pois elas representam o sentimento dos interessados e conscientes da necessidade de melhorias na educação. Foram pais, muitos alunos e um (01) professor ou funcionário… Esse índice com os professores (2 entre 62 votantes) mostra o interesse deles em promover uma educação que dê aos nossos filhos a chance de serem alguém no futuro – e no final culpam o sistema.

Das coisas que disse, uma delas continua ocorrendo: aquele professor faltante que citei nos debates (ele não é o único), continua faltando pela manhã – ontem, terça-feira, 03/11, todas das turmas do ensino médio que teriam aula com ele soltaram mais cedo. Novamente. e menos uma aula…

Precisamos, como pais, nos mobilizarmos. Os alunos precisam compreender a importância das aulas que estão deixando de ter para o futuro deles próprios, para o vestibular, para o IF-Sul, para o CAVG. Estão deformando a vida de vocês e nada ocorre – e a omissão começa pela direção e se estende até a Secretaria da Educação do Estado do Rio Grande do Sul.

Abaixo, um resumo do primeiro turno da eleição. Querendo mais informações entrem no meu site: www.carlosalexsoares.esp.br.

diretor_estats_geral

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Pais na escola, currículo, terceirão…

Outubro 18, 2009 · Deixe um comentário

3. Trazer os pais para o processo educacional da escola – não é justo só chamá-los para reclamar do comportamento dos seus filhos e para a entrega dos boletins;
4. Reestruturação da Matriz Curricular do Ensino Médio;
5. Implantação do terceirão em 2012;
6. Horário fixo, de fevereiro a dezembro;
7
.
No máximo duas aulas da mesma disciplina por dia – adaptações somente em caso de licenças autorizadas;
8.
Fim das aulas “dobradinhas” – um professor por turma;

Os pais precisam estar conscientes de como seus filhos aprendem e onde eles aprendem – não é só conhecer o prédio, mas funcionários, professores, administração, método de ensino e avaliação de cada professor, especialmente no primeiro ciclo do ensino fundamental. Assim poderão orientar melhor o estudo em casa e terão subsídios para acompanhar o progresso dos seus filhos. Como fazer isso? Participando constantemente da vida da escola, sendo orientados por direção, coordenação e orientação pedagógica e integrando-se a Associação de Pais e Mestres da escola.

Somente reestruturando a matriz curricular do ensino médio poderemos chegar ao terceirão – palavra lançada em Pelotas pela Escola Mário Quintana. Nada mais é do que ter mais aulas, algumas no turno inverso. É preciso aumentar o número de aulas semanais de quase a totalidade das disciplinas – especialmente física, química, biologia, português e matemática -  e qualificar o espaço para as aulas de algumas, como a educação física – não podemos ficar a mercê da chuva, do frio, do caos gerado pela ausência de professores e por duas ou três turmas extras no pátio.

Claro, não será aumentando o número de aulas que vamos melhorar nos índices educacionais e nossos alunos obterão êxito em processos seletivos. Esse acréscimo é para que todo o conteúdo seja oferecido e o aluno tenha tempo para questionar e aprender.

Agora, me digam se já conhecem essa situação. Tu tens aula de física no terceiro e no quarto períodos e precisas entregar um trabalho. Tudo pronto, mas na hora da aula ficas sabendo que o professor não compareceu a escola e o terceiro período daquela manhã será de história, que seria no quinto período, sendo que no quarto e quinto poderás ir embora. No dia seguinte não há física no horário, mas de repente o professor entra na sala e, além de informar que ministrará aula nos próximos dois períodos, quer que tu entregues aquele trabalho que nem levastes, pois não teria aula de física. O que aconteceu? O horário foi mudado e não fostes avisado.

Por isso e pelas mudanças de professores e  ajustes permanentes que a grade no horário de muitos de teus colegas é preenchida a lápis ou toda rasurada. Pode isso? Vocês, os jovens, os seres humanos em formação, saem de casa sem ter certeza que terão as aulas que estão no horário, mas já com a certeza de que nào terão os cinco período pré-estabelecidos. Isso é uma questão administrativa que pretendo resolver na apresentação de professores, antes de recepcioná-los como Diretor no primeiro dia de aula de 2010. Lá os horários já estarão estabelecidos, pois os professores farão as opções de dias em janeiro e receberão os horários – prontos e fixos – antes de iniciar as aulas. Assim, quem faltar terá de recuperar a aula não ministrada, pois a lei protege o funcionário/professor de perseguições, prejuízos financeiros, autoritarismo, mas não o desobriga a trabalhar. Há direitos, mas certamente há deveres que deverão ser cumpridos.

Para que essa proposta seja implantada, a valorização do professor é fundamental, assim como condições adequadas para trabalhar. Isso reduzirá as faltas, melhorará a convivência na escola e a qualidade das aulas – não tenho o poder de melhorar os salários, que seria justo e necessário, mas terei o apoio da comunidade para que o trabalho de meus colegas, professores do Félix da Cunha, possa ser desenvolvido com a qualidade que este projeto almeja, com o material didático que qualifique as aulas e no padrão que eleverá auto-estima, conhecimento e dedicação ao estudo de nossos alunos.

Uma melhoria simples passa pela melhora na iluminação das salas, pelo quadro negro (será branco e bem fixado na parede), limpeza e pintura das salas, progressiva implantação de televisão e dvd’s em salas de aula, aquisição de material pedagógico, entre tantas ações que serão implantadas visando o melhor para que o professor desenvolva seu trabalho em uma era de tecnologia abundante.

Finalmente, para encerrar esses 6 ítens explicados, quero falar das duas aulas diárias de cada disciplina. Não dá, em hipótese alguma, para ter três períodos da mesma disciplina. Assim como não é viável, pedagógico, educacional termos um professor em duas salas ao mesmo tempo – impossível atender bem 35 alunos, quiçá, 70 e separados por escadas, paredes e portas. Foi isso que escrevi em relação a aulas dobradinhas, mas estava me referindo ao fato, corriqueiro na atualidade, do professor atender duas turmas paralelamente. Isso nào irá ocorrer a partir de março de 2010. Cada um no seu quadrado!

Uma perguntinha: podemos esquecer do laboratório de informática quando falamos das novas tecnologias utilizadas em prol da educação? Não, não podemos. Vou falar dele mais adiante. Não se preocupem, ele será usado antes que troquemos a placa de Laboratório de Informática para Museu.

Na próxima postagem o tema será educação física escolar. Esse é meu chão… Bom início de semana.

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Escola Modelo

Outubro 18, 2009 · Deixe um comentário

  1. Mudança de Status: vamos transformar o Félix da Cunha em Escola Modelo;
  2. Alterações significativas na Proposta Pedagógica, no Regimento Escolar e no Plano Integrado da Escola para concretizar as transformações propostas;

Transformar. O que significa isso? E escola modelo, o que quero dizer com isso? E o que proponho para alterar o status quo do Colégio Félix da Cunha? Alterações no regimento escolar, no plano integrado e na proposta pedagógica da escola para quê?

Primeiro, a mudança parte do princípio que nossos alunos precisam elevar a auto-estima, precisam ser autônomos, precisam ser solidários e responsáveis por suas escolhas – hoje escolhem que é indiferente a presença do professor, que ficar no pátio, no entorno da escola é mais agradável e aprendem mais com isso do que se estivessem em sala de aula, em um laboratório, na biblioteca da escola. A transformação pressupõe que os professores queiram ensinar, estudar para ensinar melhor, criar métodos, experimentar métodos diferentes, mobilizar a imaginação, a curiosidade e o interesse do aluno pelo aprender.

Vou dar um exemplo. Certa noite os alunos estavam fazendo um experimento prático no pátio e a diversão foi garantida. Era uma garrafa pet, com água e pressão gerada pelo ar bombeado para dentro da mesma, que era vedada (veja no youtube como fazer o “foguete”-pet voar). Jovens adultos, estavam vendo a física acontecer, se divertiam e aprendiam. No pátio da escola. Fiquei muito feliz em ver aquilo acontecendo e que deveria ser uma prática frequente, em todas as disciplinas. Acontece assim?

Então, uma escola modelo, para mim, é o local onde os alunos constróem seu aprendizado sob a orientação dos professores, pois possui – a escola – professores, materiais e espaços que permitem os alunos (re)produzir o conhecimento e aprender o que a humanidade já sistematizou e que é importante ser adquirido dentro de nossa sociedade.

Esse é um exemplo isolado. A face do Colégio Félix da Cunha não esta com um aspecto muito bonito, já que os próprios alunos não acreditam que são capazes de concretizar a transição ensino médio/ensino superior com os conhecimentos adquiridos. Por isso penso em alterar a matriz curricular, já sei que a Direção e a equipe pedagógica podem realizar os ajustes necessários antes do início do ano letivo, desde que visando oportunidades para melhorar o ensino e a aprendizagem.

A escola é o que fazemos dela. Mudar os paradigmas vigentes é parte do choque que vou dar em todos os processos constituídos em prol do futuro de meus alunos e meus filhos.

“A aprendizagem é um processo social
em que os alunos, heuristicamente, constroem
significados a partir da experiência.”


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Transformar

Outubro 16, 2009 · Deixe um comentário

Um site é estático, imóvel; um blog é dinâmico, veloz e permite intercâmbios. Para debater com a comunidade do Félix da Cunha eu preciso de um blog. Vamos usar o Cogito, ergo sum que é o local que criei para colocar em xeque, questionar profundamente e sugerir sobre a educação, usando a reflexão, o pensamento e culminando com o sentido de existência que nos move cotidianamente. Precisaremos fazer o elo entre o site (www.professor.carlosalexsoares.esp.br) e este blog para enterdermos minha proposta de Transformar o Félix da Cunha em uma escola modelo.

Bem, vou começar hoje com os motivos que me levam a ser candidato à Diretor do Colégio Félix da Cunha. Eles se chamam Amanda, Luiza, Max e meus atletas que dizem que não irão passar no vestibular. Isso me dói profundamente. transformar_2_250Acreditem: venho de uma cultura em que após terminar o ensino médio deve-se fazer a transição para a faculdade (a universidade). Meus alunos não acreditam que conseguirão passar no vestibular e os que estão na 8a. série não acreditam que ingressarão no CEFETRS. Por quê?

Alguns passarão, mas estes estão arcando com pré-vestibulares e pré-cefet ou pré-cavg. Todos os pais podem pagar por um ensino complementar quando a escola deveria dar a base, o alicerce para que o aluno desse o próximo passo?

E meus filhos? Três dos meus filhos, já citados, estudam nesse educandário e minha luta por uma educação de qualidade chegou na minha casa. Sorte a minha que os anos de estudos, leituras e essa mania de crer que sou um colunista (risos) e ficar escrevendo em blogs e tais me permitem concluir que eles também não chegarão a lugar algum se eu não fizer algo. Ou seja, não é por que são filhos do professor que irão adquirir conhecimento na escola.

Não pensem que tenho a varinha do Harry Potter ou Padrinhos Mágicos que solucionarão tudo no dia 28/10, quando vocês confiarão a gestão da aprendizagem e administrativa da escola pela primeira vez ao votar em mim - Chapa 1 - pelo que faço como professor e técnico desportivo da escola. Tem muito trabalho a ser realizado e tenho a convicção que sou capaz de coordenar esse trabalho e fazer o processo de ensino acontecer em nossa escola como deve ser.

Para encerrar, sobre meus filhos. Amanda é estudante do ensino médio e anotou, sob minhas ordens, o número de aulas dadas diariamente – aquela coisa de não vem professor, sai mais cedo. Pois bem, no primeiro trimestre foram 45 aulas não ministradas, ou seja, 9 dias sem aula. Adiantou eu cobrar uma atitude? Não…Luiza é, segundo a professora, “um amor de criança, mas reage rápido demais que nem a consigo defender”. Luiza, uma menina meiga, sorridente, sofre bullying (ofensas e agressões repetitivas) no interior de nossa escola e nada é feito. Quando sugeri que era preciso uma atitude da professora, da direção e da coordenação pedagógica, foi passado que a guria não tem auto-estima.

O Colégio Félix da Cunha precisa de um choque de gestão. Eu estou com o cabo de eletricidade na mão e vocês com o plug, na frente da tomada. É só ligar que eu vou mudar essa realidade. Não vou ser paternalista. Vou transformar o Félix da Cunha em uma grande escola, pois temos excelentes professores e professoras capazes de refletir, reavaliar o processo e com muito desejo de serem significativos para o futuro de nossos alunos.

Nos encontramos amanhã – quero dizer; hoje à noite. Um bom dia para todos…

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Gripe H1N1

Agosto 24, 2009 · Deixe um comentário

Voltaremos. Daqui a sete horas, após um pouco de sono, estarei de pé, higiene pessoal, café, deslocamento até a parada de ônibus, 1h15min até Rio Grande e as 7h45min de 24/08/09 estarei professando novamente. Foram 5 semanas sem contato com os alunos, fugindo da gripe, evitando contato com as pessoas, assustado e aliviado, apavorado e rindo amarelo. O resumo disso é:

  • H1N1 não contagiou as pessoas do meu entorno;
  • não sabemos os dados reais ou se os divulgados são reais foi mais um susto do que uma epidemia – já imaginaram uma peidemia com o atendimento dos prontos socorros do Brasil? E com esse governo, que mandou dar o medicamento somente após 72h quando o efeito é potencializado dentro das primeiras 48h?;
  • nem as pessoas que conheço do grupo de risco, como eu, foram infectadas;
  • do meu círculo de conhecidos, amizades e familiares ninguém morreu, era só uma gripe;
  • meus treinos foram cancelados – perdemos 30 dias de treino;
  • minha pesquisa (PROESP) foi pro espaço, ou seja, começar de novo…;
  • no município foram 3 semanas sem aula e no estado todo o mês de agosto;
  • agora darei aulas embaixo de 30 ou 35 graus por mais tempo e meus sábados (já ocmprometidos com o basquete) me obrigarão a mandar meu espectro para um lado e o corpo físico para outro;
  • minhas férias de janeiro (no calor, indo a praia, suando na sala) foram trocadas por férias em agosto (no frio, na chuva e assustado/acuado pela mídia).

Vamos ver o que vai acontecer. A partir de amanhã (no município) e a partir do dia 31/8 (na escola do estado).

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Camões, o vestibular e a produção do conhecimento

Junho 15, 2009 · Deixe um comentário

Essa precisa ser postadada, mesmo que não seja verdadeira – corremos esse risco, mesmo que um amigo de fé a tenha enviado. O importante é refletir sobre a educação, sobre atitudes, sobre o conhecimento disseminado que todos tem acesso, a juventude realizando suas próprias interpretações e como iremos enfrentar isso fora de um contexto fechadinho, limitado pelo conhecimento padronizado. Leiam:

Vestibular da Universidade da Bahia cobrou dos candidatos a interpretação do seguinte trecho de poema de Camões:
‘Amor é fogo que arde
sem se ver,
é ferida que dói e não se sente,
é um contentamento descontente,
dor que desatina sem doer ‘.

Uma vestibulanda de 16 anos deu a sua interpretação :
“Ah, Camões!, se vivesses hoje em dia,
tomavas uns antipiréticos,
uns quantos analgésicos
e Prozac para a depressão.
Compravas um computador,
consultavas a Internet
e descobririas que essas dores que sentias,
esses calores que te abrasavam,
essas mudanças de humor repentinas,
esses desatinos sem nexo,
não eram feridas de amor,
mas somente falta de sexo!”

A Vestibulanda ganhou nota DEZ, pela originalidade, pela estruturação dos versos, das rimas insinuantes e também, foi a primeira vez que, ao longo e mais de 500 anos, alguém desconfiou que o problema de Camões era apenas falta de mulher.

A questão me faz lembrar de Paulo Freire e sua frase, mal interpretada, de que ninguém educa ninguém, mas nos educamos mediatizados pelo mundo, pois é isso que ocorreu com a jovem: aprendeu (não somente na literatura, mas no mundo, na internet, na vida) e reagiu ao texto proposto de acordo com os próprios sentimentos, fazendo sua própria rima para explicar trecho poético de Camões.

Achei sensacionais a resposta e a avaliação, pois a primeira nos obriga a respeitar a juventude quando expressam conhecimento e naturalidade para responder nossas tradicionais e batidas questões do vestibular e a segunda por reconhecer que houve produção de conhecimento por um jovem de 16 anos. Claro, tudo isso se o texto é verdadeiro e a resposta é de alguém tão jovem.

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Professor de educação física

Junho 3, 2009 · 1 Comentário

O relato abaixo copiei do blog do João Batista Freire que o usou para falar da presença do professor na escola. Eu, como crítico de todas as condições ofertadas aos cidadãos para a prática da educação física e para o professor para desenvolvê-la com a devida qualidade, me utilizo do relato para iniciar este blog questionando: somos nós, professores de educação física, deuses? Somos nós os algozes da prática gimno-esportiva na escola? Somos nós o reflexo direto da política educacional dos municípios, do estado e da união? E na escola particular, somos reflexo do quê? De nossa própria má vontade ou do poder econômico dos pais dos nossos alunos? O que fazemos na escola? O que deveríamos estar fazendo na escola? Isso que o relato a seguir contempla com propriedade? Ou deveríamos agir de maneira diferente disso? Leiam, reflitam… e sejam bem-vindos ao cogito, ergo sum.

“Um conhecido meu era daqueles professores que, durante a aula de Educação Física, jogavam uma bola para os alunos e os deixavam fazer o que quizessem. Certa ocasião, o professor teve que viajar e esqueceu de avisar os alunos e funcionários. Ao voltar, procurou a servente da escola e se desculpou por não ter avisado; certamente os alunos foram até a escola e tiveram que voltar sem aula. Foi quando a servente disse que não, que, de fato os alunos foram à escola e ela, servente, deu aula de Educação Física para eles. Como assim? ele perguntou, e ela disse, Foi fácil, os alunos chegaram, fui ao almoxarifado, peguei uma bola e dei para eles e eles tiveram aula normalmente” (Blog do João Freire em 19/05/2009).

No próximo post a apresentação desse blog. Aguardo teus comentários.

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Iniciando…

Maio 24, 2009 · Deixe um comentário

Por que um novo blog? Para separar as questões do basquete que escrevo no Mais Basquete do processo pedagógico no âmbito escolar, propondo um debate em prol da educação física escolar e da prática da atividade física como qualidade de vida.

As coisas da educação física escolar e do esporte escolar estarão presentes aqui, a partir do meu olhar e do diálogo que surgir com os leitores e com outros blogueiros – não pretendo ser o único, mas apenas mais um usuário da blogosfera em busca da redução das distâncias e da produção do debate.

Em resumo é isso: quero escrever como vejo a educação física escolar, o esporte na escola, a importância da disciplina no ambiente escolar, as políticas educacionais de forma geral e de que forma essas políticas incluem a educação física e o esporte como conteúdo do ensino fundamental e médio.

Com certeza buscarei uma interlocução com as comunidades do Centro Esportivo Virtual. Tu também podes participar. Visita o CEV e te insere nos diversos debates ligados a várias áreas da educação física que propomos por lá. Também visite periodicamente este blog e contribua com o debate.

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