Tenho ouvido com frequência a frase “cuidado com o novo”. Ela tem sido repetida como um mantra, com o claro intuito de assustar os alunos e os pais e de desqualificar os que pensam de forma diferente na comunidade do Colégio Estadual Félix da Cunha. É puro proselitismo eleitoral, mas acima disso é assustador ver educadores usarem desse subterfúgio para manterem-se no poder e continuarem fazendo o mínimo.
Do meu ponto de vista ter cuidado com o novo me remete a outras questões que envolvem a minha escola. Vejamos:
- um laboratório de informática com dez computadores e que é mantido fechado. Qual objetivo? Deixá-los ali para serem doados como peças de um museu ou abrir um museu ali mesmo? Quando os alunos terão acesso irrestrito ao laboratório?;
- quando o referido laboratório foi montado a atual direção da escola deixou outros dez (sim, DEZ) computadores para trás por não conseguir preparar um sala adequada para abrigar 20 computadores. No preço mais baixo foram R$ 14.000,00 (CATORZE MIL REAIS) em equipamentos para os alunos que foram ignorados por inadequada gestão administrativa da direção;
- o projeto de basquete foi desenvolvido, por dois anos, com bolas do professor e 1 (UMA) da escola. Nos três anos de jogos, disputa e bons resultados o uniforme utilizado é de propriedade do professor e até o local de treinamento já foi subsidiado pela equipe de basquete que sou técnico. Isso é apoio a prática esportiva como apêndice do processo de ensino-aprendizagem da escola?
- E os livros didáticos, insuficientes para atingir todos os alunos, sendo que alguns precisam ficar na escola para serem usados por outras turmas. COmo estudar em casa?
Portanto, o novo, nesse caso, é o velho processo elitista de educação, representado pela total omissão e a irresponsabilidade com a formação de nossos jovens, pois como podemos dizer que há interesse em oferecer uma
educação de qualidade se não há recuperação das aulas não ministradas por falta dos professores? Se equipamentos são perdidos por má gestão? Se o esporte como educação depende apenas do interesse dos professores e não existe política educacional-esportiva no Colégio?
Indicar que pais e professores precisam ter cuidado com o novo significa medo de crescer, de dar um novo passo, de aprender, de atualizar o conhecimento e de ter o poder de transformar o futuro com as próprias mãos. Educadores não podem ter medo do novo. Dizer isso aos alunos representa abuso do poder e da autoridade de educador e fortalecimento da dependência do aluno. É isso que queremos para nossos filhos e alunos, que se esocndam e se sintam limitados? É necessário ter medo, manter o mínimo em termos de educação e temer por mudanças que serão positivas para nossos filhos? E é exatamente ao contrário: o novo que assusta os conservadores são as mudanças que serão significativas para o futuro de nossos filhos.
Acredito incondicionlmente em minhas propostas – e somos mais de 18% dos membros da comunidade do C. E. Félix da Cunha que querem transformar uma escola pública, elevando o nível do ensino ofertado. Felizmente sou resiliente e vou lutar para melhorar a qualidade do ensino ministrado em nossa escola, pelo bem de meus alunos, mas acima de tudo, pelo futuro dos meus filhos, que também são alunos da escola. Por pensar assim e por acreditar que dois de meus filhos foram contemplados com essa qualidade na terceira série – quando foram alunos da profª. Maria Ângela – votarei na Chapa 2 no segundo turno e peço o apoio desse grupo de 166 pessoas para elegermos a Chapa 2 e caminharmos em direção a escola que queremos e que inícia com aulas sendo ministradas e recuperadas quando necessárias, atividades extra-classe e o principal: qualidade na formação de nossos alunos e filhos.

